A instalação de máquinas de hemodiálise, doadas pelo senhor Nelson Mantovani para Santa Casa de Itápolis, foi tratada com responsabilidade e planejamento na reunião realizada na noite desta segunda-feira (20/08) na Prefeitura Municipal. Prefeito, vice-prefeito, vereador Ricardo Negrão, secretária de Saúde, interventor da Santa Casa, Dr. Ricardo Alexandre dos Santos, representantes da família Mantovani e da imprensa local debateram a questão com a enfermeira nefrologista Fernanda Viana do Centro de Hemodiálise de Matão e com o médico Dr. Daniel Borges Drumond, nefrologista da Unidade de Transplante Renal do H.C. de Ribeirão Preto e do Serviço de Nefrologia de Matão.

Dr. Daniel apresentou números e explicou os procedimentos necessários para implantar este serviço em Itápolis, concluindo que, hoje, a escolha mais viável para Santa Casa é instalar as máquinas na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), onde seriam atendidos os pacientes internados que tiverem indicação para este tratamento. Com isso, seria evitado que o paciente, em estado mais grave, precisasse ser transportado para outra cidade e não dependesse da espera por uma vaga, oferecendo, assim, uma melhor condição para estas pessoas. Os pacientes que não estão internados e realizam a hemodiálise em Matão e Araraquara continuarão recebendo atendimento nestes locais.

“Implantar o Centro de Hemodiálise custaria entre R$ 2 a 3 milhões. Já instalando uma ou duas máquinas na UTI do hospital o custo será de cerca de R$ 200 mil, o que é muito mais viável”, explicou o médico. Dr. Daniel esclareceu que além da máquina de hemodiálise é necessário adquirir o equipamento de osmose reversa, que filtra a água utilizada na sessão, além de outras adaptações no local da instalação. Também será necessário que um treinamento especializado - que deverão durar alguns meses e também precisará ser custeado - para que a equipe de enfermagem da Santa Casa esteja preparada para realizar este trabalho.

“Quisemos esclarecer esta situação e demonstrar que estávamos em contato com esses profissionais, levantando os dados necessários para verificar a viabilidade da implantação do serviço. Agora serão feitos os procedimentos burocráticos para aquisição das máquinas e equipamentos, que serão encaminhados ao juiz que acompanha o inventário do doador, para que, posteriormente, seja feita a liberação dos valores deixados em testamento”, pontuou o prefeito.

O vice-prefeito também ressaltou que será necessário ampliar os recursos enviados para Santa Casa, já que serão necessários pelo menos R$ 25 mil mensais para manter o atendimento de hemodiálise funcionando. “Vamos buscar o credenciamento do serviço pelo SUS, mas isso pode levar até 2 anos para se efetivar. Mas estamos todos empenhados neste caso”, lembrou.

Imprensa Prefeitura de Itápolis